Nasci com uma peculiaridade que admirava e assustava os familiares. Cresci ouvindo que era algo muito ruim e que poderia me tornar alguém execrável no futuro. Assim fui ficando mais velha e lutando contra essa característica. Me esforçava para que ninguém pudesse notar meu defeito e posso dizer que se fosse um membro : eu o teria amputado.
Na minha vida essa característica se fazia presente em muitos momentos e quando questionada em como eu havia tido atitudes eu dizia ser intuição! Sim, porque intuição é uma palavra meio mística e mais aceitável. Quanto eu lutei achando que era horrível essa característica e quanto medo eu tive de ser julgada.
Sempre quis ser igual a maioria das pessoas e se de alguma forma a “intuição” se fazia presente eu buscava não agir.
Quantas não foram as vezes que chorei por ser assim e me julgava diferente. Tinha tanta coisa que eu tinha na mente e me policiava...silenciava…
O ano de 2015 foi o pior ano da minha vida! No final de 2014 uma atitude dispara um gatilho deflagrando situações complexas. 2015 se torna um pesar e me vejo em inúmeros conflitos. Minha “intuição” se faz presente mas ainda assim eu não quero dar ouvidos. Entro em um processo de letargia mental e sofrimentos sem sentido.
Me perco de mim mesma … me torno quase um ser à deriva da vida. Me afastando de tudo e todos…
Então me olho no espelho e não gosto do que vejo… Preciso tomar uma decisão… Refletir sobre tudo!
Percebo nessa viagem que faço em mim mesma que nos momentos mais difíceis era essa minha característica que todos diziam ser horrível que me tornava forte e não me permitia sucumbir nas dificuldades.
Começo a entender que ser diferente não me torna menos humana e que eu continuo a ser eu. Resolvo assumir essa característica e aos poucos minha vida entra nos eixos. Tudo faz mais sentido, tudo parece ser mais fácil de resolver. … Continuo sendo sensível e humana! Não me tornei nenhum monstro e vejo como fui boba lutando contra algo que sempre foi útil na minha vida…
Minha característica? Não é intuição, é racionalidade. .. rsrs
Ser racional, agir racionalmente não implica em frieza ou calculismo… não quer dizer egoísmo ou arrogância. .. Não é uma coisa ruim. …
É apenas usar o cérebro e analisar os fatos buscando soluções efetivas otimizando com praticidade a vida.
Hoje assumo que penso, analiso. Sim abro um leque de suposições e avaliações de forma muito tranquila.
Não sinto mais medo e não escondo mais que sou assim.
A sensação de alívio que se seguiu nessa descoberta foi fascinante e acredite vejo as coisas com mais simplicidade e de forma prática. Me tornei mais coerente comigo mesma.
Se minha poetisa preferida se referia a lucidez de forma perigosa eu descubro o prazer de pensar sem medo!
Talvez possa nesse caso fazer uma alusão à um de seus textos. ..
Não quero de forma alguma aceitação acerca do que sou e de como eu vivo… Quero respeito! Afinal até eu aprendi a me respeitar!
Esse é o meu cantinho! Exponho aqui um pouco de mim, do que penso e como penso! Seja bem vindo para compartilhar, sinta-se a vontade! E desde já obrigada pela visita!
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
domingo, 4 de setembro de 2016
Celebrar é viver!
Vivemos em um mundo que eclode em situações de risco emergente. A grande maioria das pessoas ficam chocadas com tantos fatos que estarrecem e assustam…
Mas seriam tão absurdos se nós encontrássemos tempo para reflexão?
Todos nós somos humanos e dentro dessa condição que a humanidade nos proporciona vivemos momentos difíceis sejam ocasionados por conta de nossas escolhas ou fatalidades. Nossa diversidade nos leva a um comportamento bem individual onde cada um determina o que fazer e como lidar com esses momentos. Alguns encaram, enfrentam e superam...outros se desesperam e bloqueiam. ...outros ainda fingem que nada aconteceu. .. A verdade é que poucos conseguem seguir em frente sem serem assombrados pelos “fantasmas” que criam diante dessas situações.
Quase sempre compramos a idéia de quem sai vencedor esquecendo -nos de que existe sempre o antagonismo tão presente e sempre dissociado.
A tecnologia inovadora do nosso século nos propõe facilidades inúmeras porém, nos traz o mal desse século : a depressão! E por que isso tem se tornado tão comum e sendo visto com olhar de normalidade? Como pode ser normal pessoas estarem em constante estados de angústia, ansiedade, carência, melancolia e tristeza profunda? Como pode haver a sensação de solidão absoluta se estamos tão fortemente conectados uns aos outros?
Isso acontece porque perdemos a noção da temporalidade. .. Nos desconectamos de nós mesmos
… Perdemos o senso de refletir e tomar uma visão mais nossa, mais subjetiva e pessoal. Nos furtamos a pensar no que nos agrega valor e quase sempre aceitamos discursos apropriados de pessoas que pregam a massificação de idéias.
Reclamamos que não temos tempo. ..mas, nãonos damos conta que perdemos a faculdade de administração de nosso próprio tempo.
Erguemos bandeiras em defesa de vários segmentos no conforto de nossas casas. Falamos e brigamos pelos mais desfavorecidos em redes sociais sem jamais questionar o que realmente fazemos. Afinal para que sair da comodidade e do conforto para ter de se envolver, se comprometer e encarar que não sabemos como enfrentar aquilo que na realidade só conhecemos de discursos?
A resposta está em nossa desconexão de nós ocasionada por nós mesmos. Demonstrada claramente através da nossa incapacidade de compreensão de nós mesmos.
Queremos, desejamos… Mas não temos tempo para fazer… Nos deixamos levar pelo que nos pregam ser o certo. .. Esquecemos que somos dotados de livre arbítrio e que possuímos valores e princípios legados e que podem nos impulsionar a ver a possibilidade de satisfação.
É preciso coragem para acreditar que podemos e se podemos, vamos nos permitir. .. Experenciar vivências para descobertas de sensações, emoções e maturidade.
Vamos nos conectar a nós mesmos novamente e tornar nossos momentos difíceis em lições de vida.
Vamos aprender e reaprender que a aproximação de nós com nós mesmos seja talvez nosso motivo para sorrir.
Eternizemos esse encontro magnífico e assim celebraremos a vida!
Mas seriam tão absurdos se nós encontrássemos tempo para reflexão?
Todos nós somos humanos e dentro dessa condição que a humanidade nos proporciona vivemos momentos difíceis sejam ocasionados por conta de nossas escolhas ou fatalidades. Nossa diversidade nos leva a um comportamento bem individual onde cada um determina o que fazer e como lidar com esses momentos. Alguns encaram, enfrentam e superam...outros se desesperam e bloqueiam. ...outros ainda fingem que nada aconteceu. .. A verdade é que poucos conseguem seguir em frente sem serem assombrados pelos “fantasmas” que criam diante dessas situações.
Quase sempre compramos a idéia de quem sai vencedor esquecendo -nos de que existe sempre o antagonismo tão presente e sempre dissociado.
A tecnologia inovadora do nosso século nos propõe facilidades inúmeras porém, nos traz o mal desse século : a depressão! E por que isso tem se tornado tão comum e sendo visto com olhar de normalidade? Como pode ser normal pessoas estarem em constante estados de angústia, ansiedade, carência, melancolia e tristeza profunda? Como pode haver a sensação de solidão absoluta se estamos tão fortemente conectados uns aos outros?
Isso acontece porque perdemos a noção da temporalidade. .. Nos desconectamos de nós mesmos
… Perdemos o senso de refletir e tomar uma visão mais nossa, mais subjetiva e pessoal. Nos furtamos a pensar no que nos agrega valor e quase sempre aceitamos discursos apropriados de pessoas que pregam a massificação de idéias.
Reclamamos que não temos tempo. ..mas, nãonos damos conta que perdemos a faculdade de administração de nosso próprio tempo.
Erguemos bandeiras em defesa de vários segmentos no conforto de nossas casas. Falamos e brigamos pelos mais desfavorecidos em redes sociais sem jamais questionar o que realmente fazemos. Afinal para que sair da comodidade e do conforto para ter de se envolver, se comprometer e encarar que não sabemos como enfrentar aquilo que na realidade só conhecemos de discursos?
A resposta está em nossa desconexão de nós ocasionada por nós mesmos. Demonstrada claramente através da nossa incapacidade de compreensão de nós mesmos.
Queremos, desejamos… Mas não temos tempo para fazer… Nos deixamos levar pelo que nos pregam ser o certo. .. Esquecemos que somos dotados de livre arbítrio e que possuímos valores e princípios legados e que podem nos impulsionar a ver a possibilidade de satisfação.
É preciso coragem para acreditar que podemos e se podemos, vamos nos permitir. .. Experenciar vivências para descobertas de sensações, emoções e maturidade.
Vamos nos conectar a nós mesmos novamente e tornar nossos momentos difíceis em lições de vida.
Vamos aprender e reaprender que a aproximação de nós com nós mesmos seja talvez nosso motivo para sorrir.
Eternizemos esse encontro magnífico e assim celebraremos a vida!
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