quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Conexão. ..

O mundo globalizado tem vantagens e desvantagens. Um fato acontecido no outro extremo do planeta pode ser conhecido por nós via Internet em frações de segundos. … A tecnologia é fantástica!  Conseguimos fazer amizades e nos relacionar com várias pessoas, de vários lugares diferentes em tempo real. Estamos praticamente conectados 24hs !
Porém, objetivando a questão podemos notar um movimento em direção à algumas perdas que passam despercebidas. As  pessoas estão mais carentes, mais solitárias. Algumas vezes diria que até mais covardes perante a vida.
Hoje em dia, não é incomum o desespero ao se “perder”  o sinal de internet ou mesmo esquecer o aparelho celular em casa. Ficar desconectado é quase um sacrilégio!
Não compartilhar a vida nas redes sociais é quase que um suicídio!
E na  maioria dos casos  esse compartilhamento não é vontade mas mascara uma nova faceta da humanidade : não ser notado, ser esquecido.  A vida tem sido banalizada, as pessoas deixaram de ter atitudes baseadas em suas reais idéias. Tudo o que fazem é para chamar atenção, para conseguir likes e mesmo que haja o discurso corretamente político, a subjetivação do interesse ainda se faz presente mesmo que em plano escuso.
Quem sabe quantos personagens são criados demonstrando uma alegria melancólica?  Quantas pessoas seriam o que parecem se não houvessem as redes? 
O ato de pensar tem se perdido e caminhado para a massificação de idéias. Desde que viralize e tenha likes vira verdade e é estabelecido como verdade. Não temos mais o surgimento de poetas e literatos, não temos mais grandes filósofos e  pensadores. Até a mídia de informação tem apresentado sinais de mediocridade. 
As pessoas precisam entender que nada suplanta o tempo presente de viver, de bater papo olho no olho, de Abraços carinhosos, de perder tempo consigo mesmo. 
A tecnologia veio para ficar mas, decidir como usar isso de forma evolutiva ainda é prerrogativa de nossa escolha.  Não somos e nem  podemos ser  reféns de nossa criação!  Criador deveria ser soberano à  criação!  
Quantos conseguem ter discursos eloquentes fora das “telas” de smartphones, tablets  e pcs? Quantos  realmente acreditam nas idéias que propagam se tivessem de analisar o que propõe?  Quantos “ativistas de cadeira e  sofá “ realmente se dedicam à causas que tanto defendem no modo realmente presencial? 
Pessoas cobrando mais interação e não conseguem mais interagir com a  própria família e amigos se não conseguir usar aplicativos.  
Faça um teste? Você  usa a tecnologia inovadora ou é apenas mais um  refém dela? Pense…. qual foi a última vez que você conseguiu fazer algo por você sem ter a tecnologia influenciando sua escolha? 
Se você parou para pensar é porque você deve estar a fazer de si mesmo um escravo do tempo moderno. 
Vale ressaltar que a tecnologia é maravilhosa e veio para ficar mas, quem deve determinar o  rumo de sua vida ainda é você! 

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Viva!

Quando muito jovem eu sonhava em conquistar o mundo. .. Recebia muitos ensinamentos da minha “nonna” aos quais eu pouco dava ouvidos. Eu pensava que ela não sabia de nada e que por ser  “velha” não entendia que o mundo havia mudado. .. Fiz minhas escolhas e sofri a consequência de cada delas. 
Aprendi muitas coisas que eu não imaginava …
Aprendi que o amor é incondicional, independe de interesses ou de troca… não pede retorno, não faz cobranças, não requer condições… ele existe : ponto final!  E o que quer que seja apresentado como amor e exige, cobra, condiciona….pode ser tudo mas, não é amor.
Aprendi que eu podia sonhar mas, que sem trabalhar para tornar o sonho realizado seria perda de tempo. … só perderia tempo e ganharia o sentimento de culpa. .. Assim sendo, deixaria de sonhar…
Aprendi que eu sou uma pessoa que possui qualidades e defeitos , que vive conforme os valores e princípios legados pelos  familiares e amigos e que os outros são pessoas que também vivem conforme o que aprenderam. Assim não devo julgar ou criar expectativa por não agirem como eu agiria. 
Entendi que os meus tropeços e tombos são meus e ocorreram pelas minhas escolhas. Não me cabe direcionar ninguém neste ou naquele caminho. .. Posso no máximo compartilhar minha trajetória e rezar para que de alguma forma auxilie o outro a ter cuidado ao iniciar a sua própria.  
Aprendi que não preciso ser isto ou aquilo e também não necessito da aprovação alheia. .. me basta ser o que ou quem eu sou ...e que cabe a mim mesma decidir por onde vou.
Aprendi que posso ter dúvidas, medos, tristeza ou conflitos e que isso não me faz fraca mas, me ajuda a ser humana. 
Aprendi que ter coragem não é  levantar bandeiras ou ecoar um grito de revolta mas, silenciar quando nada de bom possa dizer e no silêncio empunhar dignidade e hombridade. 
Aprendi que o amparo às vítimas de um incêndio não me pede para atirar-me em meio às chamas. Posso fazer o que me é possível de acordo com minha consciência e condição. Não preciso ser heroína ou vilã ,  me basta ser humana. 
Compreendi que pensar é subjetivo  e que se somos indivíduo não posso obrigar o  outro a pensar como eu penso ou mesmo exigir que ele mude de pensamento. 
Aprendi  também que pensamentos e sentimentos e emoções são únicos de cada um e que devo respeitar o outro em cada um dos seus momentos. 
Aprendi que generosidade, amizade, confiança, bondade não significam acordos mas valores… Entendi que a arrogância, o preconceito e  a prepotência são  comuns aos ignorantes. E que a ignorância é só a falta de reflexão ou conhecimento. E que a falta de respeito  gera intolerância. 
Descobri que a vida é feita de pequenos momentos e que pode se esvair numa fração de segundos. 
Surpreendentemente posso optar por otimismo ou pessimismo, sonho ou realidade, glória ou ostracismo mas, não posso culpar o  outro que na diversidade de ser se opõe a mim. 
Aprendi que minha forma física mudou muito mas, meu conteúdo também.  Não tenho mais o corpo de trinta anos atrás mas, hoje possuo um entendimento maior e mais leve da vida…. Aprendi que é preciso equilíbrio, serenidade e  leveza isso se chama : maturidade. 
O outro pode complementar parte da minha jornada mas, de forma alguma pode ser  a minha vida.
Não preciso  viver só mas, devo aprender ser minha melhor companhia. 
Aprendi que dá muito trabalho ser eu e cuidar de mim mesma,  que é complexo meu  entendimento a despeito de um dia, e que me respeitar com todas as minhas limitações chega a ser cruel. Mas, eu aprendi a me aceitar e a me respeitar e assim aprendo a me amar.
Aprendi a administrar o tempo para não viver administrada e em razão dele… Meu tempo é o presente, o ontem é passado e o amanhã nunca chega.
Tantas lições aprendidas e tanto ainda a aprender. ..
A maioria das vezes penso que aprendi com a dor e sofrimento e não nego que hoje eu penso nos conselhos da “nonna” uma mulher simples, analfabeta das letras, sem o verniz do dinheiro mas, que na sua simplicidade e com seus cabelos branquinhos oferecia compartilhar comigo sua sábia existência e seu aprendizado. 
O tempo não pára e nem  espera, urge….e não  volta atrás. Mas eu aprendi a  valorização da vida por aqueles que vieram antes de mim, que sofreram e sonharam, que tentaram me ajudar mas, naquele tempo eu que  achava que podia ganhar o mundo não tinha maturidade para entender.  
Não quero mais ganhar o mundo, aprendi que eu sou parte dele e que a vida não é uma luta onde o que importa são os vitoriosos versus  derrotados. A vida é  uma  grande celebração onde o que realmente conta é  viver a vida  e  reconhecer os momentos magníficos que esta existência terrestre nos proporciona. 
Um brinde a vida!
Tim Tim….Carpe vita!


sábado, 12 de novembro de 2016

Nothing more...

Minha lucidez se tornou perigosa e assustadora quando resultado do meu livre pensar.  Diante da racionalidade absurda os fatos mostram a reatividade que inócua se traduz em absoluta insensatez. 
Não consigo mais ver poesia ou sonhos. A realidade se torna mais fria, dura e cruel ao mesmo tempo que me devora em pensamentos sutis. 
A sagacidade de outrora se alia ironicamente à minha visão pérfida de uma sociedade deturpada por uma sórdida massificação de idéias e comportamentos hipócritas. 
Enquanto pregam em seus discursos de falácias politicamente corretas omitem a opressão que impõe à quem não lhes siga ou se mostre igual. 
Vejo pessoas que realmente me assustam…. Discursam uma coisa e agem totalmente diferente ... ou seja : o que falam não podem sustentar… Imaturidade, incoerência, infantilidade,falha de caráter ou covardia?  Vai saber. .. desisti de tentar entender ou buscar desculpas….. simplesmente parei de me importar.  
Engraçado que já fui doce… crédula...e realmente eu confiava… me importava. … 
Então fui obrigada a abrir os olhos e ouvidos e realmente enxergar e ouvir… A perplexidade que senti foi absurda…. Pessoas que eu me atiraria ao inferno para salvar suas almas me mostraram que eram totalmente desconhecidas …. foi quando veio a sensação de que eu dormia com o inimigo. … entendi que eu criei expectativas e  fantasias.   A realidade era outra e até cruel. …
Na tentativa inocente de me proteger eu me fechei… me tranquei em meu mundo e  aprendi a me respeitar e aceitar que a solitude é minha melhor amiga. ..
A  vida me dá uma nova lição. ..resiliência! 
Não espero mais nada de ninguém, nem mesmo crio expectativa. ..cada um é o que é. … alguns são do bem enquanto outros vivem na divisa para satisfazer somente seus interesses. 
Algumas vezes dizer adeus ao talvez seja melhor. …
Continuo sendo sensível mas, somente me compartilharei com quem mereça. 
Não mais me doarei a quem quer que seja. .. Quem aceitar meu lado ruim
verá um lado bom…. Do contrário nem compaixão ou pensamentos piedosos. …
Continuo sendo quem sou apenas analisando mais…. pensando mais… e entregue a reflexões infindáveis. 
Alguns dirão que é mágoa, tristeza ou sofrimento. ..Eu digo que é simplesmente nojo…. Profundo nojo de conviver com gente assim. …
A rapidez da razão e a certeza do raciocínio lógico me assustam ao mesmo tempo que me protegem.
Cada vez sinto que eu tenho muito a aprender e o olhar  lúcido me transborda…. 
Apenas eu… sem crer em mais ninguém.  Afinal quem se importa?











quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Redescobrir-se...

Nasci com uma peculiaridade que admirava e assustava os familiares. Cresci ouvindo que era algo muito ruim e que poderia me tornar alguém execrável no futuro. Assim fui ficando mais velha e lutando contra essa característica. Me esforçava para que ninguém pudesse notar meu defeito e posso dizer que se fosse um membro : eu o teria amputado.
Na minha vida essa característica se fazia presente em muitos momentos e quando questionada em como eu havia tido atitudes eu dizia ser intuição!  Sim,  porque intuição é uma palavra meio mística e mais aceitável. Quanto eu lutei achando que era horrível essa característica e quanto medo eu tive de ser julgada. 
Sempre quis ser igual a  maioria das pessoas e se de alguma forma a “intuição” se fazia presente eu buscava não agir.
Quantas não foram as vezes que chorei por ser assim e me julgava diferente. Tinha tanta coisa que eu tinha na mente e me policiava...silenciava… 
O ano de 2015 foi o pior ano da minha vida!  No final de  2014 uma atitude dispara um gatilho deflagrando situações complexas. 2015 se torna um pesar e me vejo em inúmeros conflitos. Minha “intuição” se faz presente mas ainda assim eu não quero dar ouvidos. Entro em um processo de letargia mental e sofrimentos sem sentido. 
Me perco de mim mesma … me torno quase um ser à deriva da vida. Me afastando de tudo e todos…
Então me olho no espelho e não gosto do que vejo… Preciso tomar uma decisão… Refletir sobre tudo!
Percebo nessa viagem que faço em mim mesma que nos momentos mais difíceis era essa minha característica que todos diziam ser horrível que me tornava forte e não me permitia sucumbir nas dificuldades. 
Começo a entender que ser diferente não me torna menos humana e que eu continuo a ser eu. Resolvo assumir essa característica e aos poucos minha vida entra nos eixos. Tudo faz mais sentido, tudo parece ser mais fácil de resolver. … Continuo sendo sensível e humana! Não me tornei nenhum monstro e vejo como fui boba lutando contra algo que sempre foi útil na minha vida… 
Minha característica? Não é intuição, é  racionalidade. .. rsrs 
Ser racional, agir racionalmente não implica em frieza ou calculismo… não quer dizer egoísmo ou arrogância. .. Não é uma coisa ruim. …
É apenas usar o cérebro e analisar os fatos buscando soluções efetivas otimizando com praticidade a vida.
Hoje assumo que penso, analiso. Sim abro um leque de suposições e avaliações de forma muito tranquila. 
Não sinto mais medo e não escondo mais que sou assim. 
A sensação de alívio que se seguiu nessa descoberta foi fascinante e acredite vejo as coisas com mais simplicidade e de forma prática. Me tornei mais coerente comigo mesma. 
Se minha poetisa preferida se referia a lucidez de forma perigosa eu descubro o prazer de pensar sem medo! 
Talvez possa nesse caso fazer uma alusão à um de seus textos. ..
Não quero de forma alguma aceitação acerca do que sou e de como eu vivo… Quero respeito!  Afinal até eu aprendi a me respeitar!

domingo, 4 de setembro de 2016

Celebrar é viver!

Vivemos em um mundo que eclode em situações de risco emergente. A grande maioria das pessoas ficam chocadas com tantos fatos que estarrecem e assustam…
Mas seriam tão absurdos se nós encontrássemos tempo para reflexão? 
Todos nós somos humanos e  dentro dessa condição que a humanidade nos proporciona vivemos momentos difíceis sejam ocasionados por conta de  nossas escolhas ou fatalidades. Nossa diversidade nos leva a um comportamento bem individual onde cada um  determina o que fazer e como lidar com esses momentos. Alguns encaram, enfrentam e superam...outros se desesperam e bloqueiam. ...outros ainda fingem que nada aconteceu. .. A verdade é que poucos conseguem seguir em frente sem serem assombrados pelos “fantasmas” que criam diante dessas situações.  
Quase sempre compramos a idéia de quem sai vencedor esquecendo -nos de que existe sempre o antagonismo tão presente e sempre dissociado.
A tecnologia inovadora do nosso século nos propõe facilidades inúmeras porém,  nos traz o  mal desse século : a depressão! E por que isso tem se tornado tão comum e sendo visto com olhar de normalidade?  Como pode ser normal pessoas estarem em constante estados de angústia,  ansiedade, carência, melancolia e tristeza profunda?  Como pode haver a sensação de solidão absoluta se estamos tão fortemente conectados uns aos outros? 
Isso acontece porque perdemos a noção da  temporalidade. .. Nos desconectamos de nós mesmos 
… Perdemos o senso de refletir e tomar uma visão mais nossa, mais subjetiva e pessoal.  Nos furtamos a pensar no que nos agrega valor e quase sempre aceitamos discursos apropriados de pessoas que pregam a massificação de idéias. 
Reclamamos que não temos tempo. ..mas, nãonos damos conta que perdemos a faculdade de administração de nosso próprio tempo.
Erguemos bandeiras em defesa de vários segmentos no conforto de nossas casas.  Falamos e brigamos pelos mais desfavorecidos em redes sociais sem jamais questionar o que realmente fazemos. Afinal para que sair da comodidade e do conforto para ter de se envolver, se comprometer e encarar que não sabemos como enfrentar aquilo que na realidade só conhecemos de discursos? 
A resposta está em nossa desconexão de nós ocasionada por nós mesmos. Demonstrada claramente através da nossa incapacidade de compreensão de nós mesmos. 
Queremos, desejamos… Mas não temos tempo para fazer… Nos deixamos levar pelo que nos pregam ser o certo. .. Esquecemos que somos dotados de livre arbítrio e que possuímos valores e princípios legados e que podem nos impulsionar a ver a possibilidade de satisfação. 
É preciso coragem para acreditar que podemos e se podemos, vamos nos permitir. .. Experenciar  vivências para descobertas de sensações, emoções e maturidade. 
Vamos nos conectar a nós mesmos novamente e tornar nossos momentos difíceis em lições de vida. 
Vamos aprender e reaprender que a aproximação de nós com nós mesmos seja talvez nosso motivo para sorrir. 
Eternizemos esse encontro magnífico e assim celebraremos a vida! 

sábado, 30 de julho de 2016

A grande questão. ...

Quando Shakespeare escreveu Hamlet talvez não imaginasse o quanto seria pontual a indagação de seu personagem.  Essa indagação que atravessou o tempo e se torna cada vez mais atual e necessária.
Para muitos é vista como uma forma de brincar com a própria existência, o  que curiosamente nos faz refletir se existe real coragem para responder o questionamento de forma honesta e coerente. 
“_Ser ou não ser,  eis a questão! “ pode parecer um jargão do passado mas, quem tem  realmente as respostas? Será que conseguimos responder levando em consideração a nossa trajetória? 
Para isso seria necessário parar , se auto analisar e se questionar sem medo. …
Quem sou eu , na verdade? 
Quem eu gostaria de ser?
Quem eu mostro aos outros? 
Quem os outros vêem? 
Se pararmos para realizarmos uma reflexão sobre os questionamentos talvez tenhamos algumas surpresas. 
O mundo atual é globalizado, tecnológico e dita um comportamento de reatividade. Raramente as pessoas buscam algo além de respostas prontas e conceitos estabelecidos pelos grupos. A idéia de livre pensar para criar opiniões e visões se perde quando nos deixamos influenciar pelos pensamentos do outro de forma inconsciente e é mais comum do que possamos imaginar.
Por que isso acontece?  É medo de pensar, de não ser aceito por pensar de forma diferente do outro, de demonstrar a dificuldade de argumentação? E por que é tão importante ter de ser aceito pelo outro mesmo que seja uma auto violência contra si mesmo? 
A resposta está correlacionada com o real auto conhecimento e a coragem de assumirmos nossas vidas com autenticidade. Deixar de seguir o ritmo de massificação de idéias e perceber que toda unanimidade é burra e que não existem verdades absolutas. A relatividade de idéias flue com o livre arbítrio de ser…. livre em pensar. Adquirir uma posição de maturidade sem bancar o “aborrecente rebelde” que quer questionar só por questionar. Desenvolver o  uso do  cérebro e  parar de dizer que “pensa com o coração”....Oras, tudo que pensamos, sentimos, dizemos e emocionamos vem do cérebro,  o  coração tem outra função. Se não conseguimos perceber a própria funcionalidade dos órgãos de nosso corpo, como ter segurança para se auto definir? 
Aí voltamos ao questionamento de ser ou não ser e o mais importante porque ser ou não. 
Busque estar só, coloque-se frente a frente com um espelho e se encare…
Quem você vê?  Anote tudo… relembre sua infância, adolescência, sua vida até hoje. Reveja todos os traumas, maus momentos. .. Não busque culpados mas entenda o que passou e se você superou realmente cada situação que lhe foi desconfortável. Qual a atitude de positividade que você tem diante de si mesmo? Suas relações são ou foram satisfatórias? Você precisa do outro por que? Você tem consciência da sua sexualidade? Quais são os seus medos? O que realmente deseja?Quais são suas qualidades? Quais são seus pontos negativos e  onde e como você pode tornar-los positivos? 
Questione -se….as respostas estão em você! Seja quem você é, sem medos. ..Muitas vezes ser autêntico é difícil, mas não violenta nosso íntimo. Estar sempre com os pés na realidade e foco em si mesmo, ser quem somos de verdade  pode não agradar a todos mas nós somos. … 
De verdade, não existe nada pior que não conseguir sustentar um personagem criado para agradar aos outros que quando perceberem se afastarão de forma impiedosa. 
É tão mais fácil ser do que possamos realmente imaginar.
Portanto, seja quem você é. … quem gostar ou não de você  será pela verdade do que você é. …
Ser ou não ser,  a escolha é sua. ..
Carpe diem!

sábado, 9 de julho de 2016

Divagação interior. ..

Em minha criação tive incutidos valores e princípios morais que corroboraram na formação da personalidade do indivíduo que hoje eu sou. Acredito que afora fatalidades, nossa vida é feita por escolhas. Entendo fatalidade como tudo aquilo que não cabe influência ou escolha na situação ex. de fatalidades: perda de entes próximos ou queridos e doenças com predisposição genética que levam a estado terminal.

Assim sendo concluo que somos apenas reféns das consequências de nossas escolhas tendo por conceituação que toda escolha gera uma reação imediata e uma consequência posterior podendo haver controvérsias nos resultados efetivos (Ex. A reação ser boa e a consequência ruim e vice-versa).

Apesar de o indivíduo ter um leque de opções para escolher e efetivar suas ações constantemente percebemos a falta de racionalidade sobre a verdadeira análise baseada em fatos e também uma certa imaturidade ao se deixar levar somente por emoções (sejam elas relevantes ou não). A verdade é que muitas escolhas acabam sendo realizadas de forma inconsequente e impensada causando muitas vezes apenas frustração ou decepção mas, mudando drasticamente a trajetória do indivíduo frente ao que ele desejava para si mesmo.

A necessidade de aceitação de escolhas também é alvo de uma atenção maior. Requerer a aprovação do outro sobre escolhas que são nossas incorre em engano constante de possível processo de isenção de responsabilidade onde atribuímos aos que nos cercam a culpabilidade de algo que não lhes cabia decidir.

É preciso um exercício constante e fatigante de autoconhecimento e reconhecimento de ambientes, grupos e pessoas que transitam em nosso “universo” de convivência através de muita observação e análise do postural e comportamental frente as diversidades e multifacetadas situações que o ato de viver impõe.

O que mais ouvimos quando há dentre nós alguém que sofre é: escolhi com o coração! ou agi com o coração! Se não estou errada o coração é um órgão muito importante em nosso organismo haja visto que, é ele quem bombeia o sangue para o perfeito funcionamento de nosso corpo nos mantendo vivos. Porém, acredito que o órgão responsável pelo pensar, sentir seja o cérebro! Pois bem, então por que usamos tais expressões? Pelo simples fato que necessitamos explicar que nos furtamos a pensar racionalmente e preferimos nos deixar levar pelas emoções e sensações que atribuímos ao coração sendo que sempre é nosso cérebro o órgão que comanda e tudo.

Avaliar nossas opções, analisar e decidir qual a melhor escolha a fazer não é tarefa fácil… Mas se for cumprida com bases sólidas e motivação efetiva de acerto levando em conta tudo, com certeza teremos escolhas melhores e mais prudentes.

Sou um indivíduo que é um ser pensante, aprendi que observar, analisar e concluir me baseando em fatos e deixando de lado conjecturas me trazem uma experiência melhor de vida. Não crio mais expectativas acerca de outrem e tampouco me obrigo à ser politicamente correta. Minha vontade de ajudar ao próximo me serve de aprendizado quando percebo que minha prioridade devo ser eu, e que somente estando bem posso me lançar a oferecer ajuda. Também conclui que ajudar ao outro não significa abrir mão de mim, dos meus momentos e opções de escolha a fim de facilitar ou facultar ao outro a agradabilidade e bem-estar buscado no apoio solicitado.

Hoje me sinto mais forte e mais plena, mais segura e menos impotente diante de mim mesma… Minhas emoções passaram a ser pautadas na realidade do que eu vivo e não nos sonhos e delírios fantasiosos que camuflam a visão dos fatos relevantes e importantes da minha existência. A observância comportamental e postural dos meus semelhantes é feita sem cerimônias apenas me cabendo a responsabilidade para não julgar, respeitando e acolhendo o direito de escolha e livre arbítrio de cada um. Apenas deixo perto de mim quem realmente me importa, me afasto quando percebo que não há afinidades reais ou que há apenas um jogo de interesses.

Não gosto de joguinhos fúteis e nem perco meu tempo passando ou repassando a ideia do outro que não tem coragem para expressá-la seja por medo ou insegurança.

A vida passou a ser mais simples, mais divertida, menos sofrida… O olhar mais realista e menos emocional não me tiram a sensibilidade pelo contrário! Mais sensível posso ser no momento em que assumo minhas qualidades e defeitos, meus sonhos e desejos, meus medos e pesadelos… Ser quem eu sou me traduz em real verdade. Quanto mais me conheço, mais aprecio minha companhia e na minha solitude me completo e me basto.

Não me preocupo além do necessário e vivo com maior prudência porém de forma mais intensa tornando único cada momento.

A vivência e experiência que adquiri ao longo da minha trajetória me conclui e a importância do processo de amadurecimento se torna cada dia mais promissora.

A liberdade de ser quem eu sou e pensar como eu penso me soa como um prêmio diante da retrospectiva de minhas escolhas. Pois certas ou erradas, fui EU quem escolheu…

Eu escolhi viver em estado de paz e harmonizando meus pensamentos refletidos nas minhas atitudes.

Não serei jamais o que querem que eu seja, jamais serei o que desejam que eu seja mas, com certeza serei o que eu sou! Aprendendo e evoluindo, caminhando a passos curtos e sem pressa… Mas sempre eu! Buscando a melhoria da relação racional/emocional e me permitindo ser … e viver sem me incomodar com o julgamento alheio.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

adeus... good bye.. so long...às vezes é o que precisamos dizer!

Algumas vezes bate um cansaço e uma vontade enorme de ir embora sem destino, sem querer chegar à lugar nenhum. 
Me perder no vazio e nos incontidos gestos do nada! 
Quero dormir profundamente sem acordar.  Apenas ir sem motivo pra voltar.
Porque a desculpa da despedida é efêmera e eu já passei pela vida! 
Simples assim. ..
Cansei! 




terça-feira, 4 de novembro de 2014

Postura e hombridade..

Algumas vezes sinto uma vontade enorme de por o pé na estrada e andar sem destino quando percebo a pérfida alma humana. Se é que ainda existe humanidade!
Me entristecem situações em que valores e princípios morais como amizade são esquecidos em detrimento do óbvio prazer momentâneo.
Descubro um vazio enorme quando a dignidade e a hombridade tornam-se utópica visão.
O respeito ao próximo se perde e assim caminha a humanidade.
Um dia ouvi uma frase: prefiro as garras do tigre que dilaceram... e compreendi que algumas pessoas são capazes de ferir mais que um tigre.
Quero a paz de um sorriso verdadeiro e a generosa amizade desconcertante desinteressada de gente do bem!
Apartir de hoje me recuso a aceitar a podridão e a hipócrita postura de falsas amizades.
Brindo à quem sabe que alguns valores ainda existem e passam adiante a generosa amizade verdadeira!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Silenciar. ..

Sou o que sou e como sou...
Penso o quê e como penso... e não me furto ao ato de pensar!
Por vezes sinto que meus pensamentos são pura loucura. .. Não consigo pensar uma coisa e discursar outra.
Percebo à  minha volta pessoas que na busca da aceitação adequam seus discursos conforme o ambiente e nicho.
Me sinto uma estranha no ninho.
Não sei fingir para que gostem de mim!
Mas tenho aprendido uma lição importante!  Tem sido útil e apesar de me sentir assustada com alguns discursos e situações o aprendizado valida esse meu momento.
Não julgo à ninguém. .. apenas observo.
A decepção me frustra mas me revela uma faceta diferente das pessoas.
Perfeita combinação da carência humana na comiseração e autopiedade posando de vítimas ... A busca pela compaixão.
São algozes de seus destinos... Mas se mostram pobres coitados.
Não sei ser assim. .. então me ponho à parte e vou silenciando...
Não exponho minha voz... Não enfrento mais batalhas.
Minha atitude hoje é observar e não confrontar!
Descobri que não vale a pena gritar quando o melhor a fazer é calar!

domingo, 19 de outubro de 2014

Labirintos. ..

Quero poder me perder de mim. ..
E me achar em lugar nenhum! Reconhecer sem ter conhecido. ..
Descobrir caminhos e passagens
Vislumbrar lindas paisagens...
Escalar montanhas e muros
Intransponiveis e tenebrosos talvez. ..
Mas sentir. ..
Preciso desesperadamente sentir. ..
Não me preocupo com medos. ..
Apenas não quero vazio. ....
Não quero essa racional lucidez.
Quero a emoção do sentir. ..
Quero poder ser e existir. ..
Quero a vida pulsando
Intensidade e plenitude. ..
Simples assim!

domingo, 5 de outubro de 2014

Tanto a dar...ninguém pra receber. ..

Me sinto estranhamente triste! Como se precisasse de colo ou qualquer coisa assim.  Quero o silêncio,  a quietude e a solidão. Quero mergulhar em minha essência e me redescobrir!
Sinto como se tivesse sido tomada pelo cansaço,  quero chorar e não consigo! É como se  a vida estivesse esvaida,  morna... odeio a mornidão!
Pode parecer engraçado mas sinto como se houvesse um vulcão dentro de mim prestes a entrar em erupção! Sei que que tenho muito afeto para compartilhar mas ninguém à quem dar. As pessoas tem medo de receberem esse afeto porque pensam que existe a obrigação de retribuir.  Não quero nada de volta só quero me esvaziar dessas urgências.
Quero amar livremente! Por que as pessoas não podem aceitar que alguém as ame assim. .. sem pedir nada.. sem precisar de retribuição?
É  constrangedor ter tanto sentimento e ter de sufocar!
É angustiante e excruciante guardar isso!  É como se tivéssemos muitos presentes embrulhados mas,  não temos ninguém para recebe-los...
É nos trancarmos dentro de nós mesmos e deixarmos de ser intensidade!
Quero fugir pra longe! Ficar só e talvez dar a mim mesma todos os embrulhados presentes que ninguém teve coragem de receber.
Eu os abrirei um a um... tem amores , carinho, beijos, afetos. .. farei uma grande festa! Comemorarei comigo mesma uma vez que só eu terei sido presenteada.
Uma vez que as pessoas se tornaram tão egoístas que não entenderam que existem pessoas como eu  que tem tanto tanto que podem doar sem pedir nada em troca.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Explosão!

A vida é uma constante lição de aprendizado. Somos eternos alunos sem direito á diplomação.  Nascemos,  crescemos e envelhecemos com uma única certeza: precisamos aprender!
Por vezes temos lições tênues e que nos gratificam com  alegria e felicidade. Por vezes somos como que brindados com provas para as quais não nos preparamos.
Temos que fazer escolhas e por mais que  tentemos essas escolhas algumas vezes trazem consequências assustadoras.
A grande maioria escolhe movida por sonhos e emoções... e sofrem e riem e choram. .. mas sentem.
Uma pequena minoria escolhe pela razão!  Movidos pela racionalidade e pelos fatores reais.  Analisam, reanalisam e avaliam.
No certo ninguém sabe dizer quem ganha ou perde, apenas que não se furtam a escolher. Talvez um dia consigamos definir qual a escolha seja melhor. .
O que muitos não entendem é que as lições que aprendemos com a vida fazem com que algumas pessoas percam a ternura. ..faz com que se armem e não permitem que ninguém lhes chegue na sensibilidade que é tão maior que a racionalidade que demonstram. Talvez estejam calejadas e tão feridas que buscam não se machucar mais. Não é que não sintam apenas não conseguem demonstrar!
Tudo que todos desejamos é estar  pleno estado de encanto e escolher e viver feliz sem os riscos de angariar feridas ou cicatrizes.
Eu mesma clamo a vida:"_Me encante! "
Me deixe ser sem julgamentos ou preconceito!  Me deixe sentir novamente e como o cálice afasta de mim essa razão e lucidez tão forte. Me torna humana no sentir e no pensar!
Mas não me fira mais do que eu possa suportar!
E deixa essa sensação de gozo e liberdade explodir em sete cores. E que o valor da vida seja um diamante reconhecido em estado bruto e não só após a lapidação!

sábado, 27 de setembro de 2014

Triste realidade. ..

Vivemos em um mundo globalizado onde o materialismo e a tecnologia imperam e acabam trazendo algumas situações bem interessantes! Podemos através da internet estudar, conhecer culturas e costumes de vários povos, passear virtualmente pelo mundo todo.E ainda conhecer pessoas e se relacionar com elas! Algumas amizades ultrapassam essa virtualidade e se tornam verdadeiros tesouros. Mas do mesmo jeito que encontramos pessoas boas acentuamos o risco de encontrarmos pessoas realmente deprimentes.  Alguns são carentes e tão infelizes que não hesitam em criar um personagem para si próprios e desempenham tão bem o roteiro que esquecem e confudem a fantasia com a realidade desde que amenize um pouco das frustrações e decepções que trazem consigo.
Mostram ao mundo uma pessoa e no seu íntimo mais profundo guardam tanto rancor e mágoa que saem distribuindo esses sentimentos tristes sem se importar com o outro.  Vitimização e a busca da notória atenção faz essas pessoas sentirem-se realmente parte de alguma coisa! O que é triste é que muitas dessas pessoas tornam-se tão doentias que não se dão conta do que fazem e do quanto perdem vivendo  deasa maneira. Preocupação e decepções são o que recebem pelo comportamento que apresentam e acabam sozinhas e dignas de pena.
Solidão e vazio é o que resta a elas.
Sem amigos recolhem-se à uma existência de desprezo até conseguirem força para assumir outro personagem e mudar de ambiente para enganar e machucar outras pessoas como uma forma de vício.
Algumas vezes antes da decaida acabam no desespero pregando ideias mentirosas e preconceitos acerca daqueles que ingenuamente só lhes deram amizade e carinho. Criam um ambiente de intrigas  e sugam a força e a felicidade do outro como que comprazidos nesse ato insano. Espalham tanta amargura que não percebem o quanto fazem mal e o que é pior acreditam que estão no auge enquanto a cada minuto estão afundando e chafurdando no lodo que se atiraram sem ter talvez a noção. ..Talvez a tecnologia e o materialismo extremo criem monstros ou apenas mostrem a triste realidade de pessoas vazias e absurdamente carentes que na maior parte apenas queriam ser algo mais que o nada que são!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Fantasias e devaneios. ..

Adormecer em um sono profundo e cair no buraco... acordar em um mundo de fantasias!
Muito tarde! É tarde!  Cortem-lhe a cabeça! Aceita um chá?
Quantas não foram as vezes em que nos perdemos de nós mesmos e passamos a viver de ilusões?  Fantasiamos situações,  sentimentos e como num passe de mágica tornamo-nos personagens de um conto de fadas.
Devaneios tomam conta de nosso ser e nos entregamos de corpo e alma nesse mundo irreal!
A bem da verdade tudo pode ser maravilhoso!  Mas. ..
É um dia qualquer somos obrigados a encarar a realidade e vir para o mundo real!
Descobriremos que não somos Alice, que não vivemos no país das maravilhas! Não seremos Poliana e nem qualquer uma das princesas!
Teremos de assumir nossa condição de seres humanos. Seres passíveis de falhas e erros.  Seres que trabalham e pocriam.
Não seremos amazonas ou atenienses! Talvez possamos até pensar como espartanas mas,  devemos apenas ser mulheres! Mulheres simples que buscam ser felizes e lutam e choram e riem! Que não tem medo de tornar sonhos em realidade mas que não vivem de fantasias tolas! Tomam o pulso da vida nas próprias mãos.
Decidem quem são e pra onde vão.
Podem ser o que desejarem. ..Mas uma coisa é certa: São verdadeiras e não aceitam ser Alice ou Poliana! Não aceitam ser  ou viver no mundo do conto de fadas.
Mulheres reais com vida real!
Acorda! Toma um café! Não é tarde!

A leveza de ser.

Nossa existência é nada mais que razão e consequência de nossas escolhas.Algumas são até inconscientes ou decorrentes de hábitos.Mas são escolhas!
Escolhemos levantar da cama,  tomar nosso desjejum,  praticar exercícios. .. enfim seja como ou por qual motivo for: são escolhas!
O que devemos levar em consideração é que: toda ação tem uma reação imediata e uma consequência futura. Assim para agirmos é necessário pensar e refletir.  Somos querendo ou não reféns de nossas escolhas. É nossa responsabilidade!
Penso que então devemos nos questionar buscando um profundo conhecimento de quem realmente somos,  do que queremos, do que desejamos e avaliar de forma real nossos medos, sentimentos e até qualidades e defeitos!  Buscar nossas possibilidades e o que nos move.
É muito comum imputarmos ao mundo e ao próximo a culpa das consequências de nossos atos e pensamentos. Esquecemos que essa "culpa" é nossa responsabilidade!  SOMOS responsáveis por escolher e agir.
É complexo assumirmos as rédeas de nossa vida,  aprender à administrar o tempo e não ser administrado por ele. Descobrir que não precisamos carregar o peso do mundo e que podemos sendo nós mesmos adquirir uma postura de leveza e simplicidade.
Basta para isso ter serenidade e equilíbrio!
Buscar nossa essência real e aprender a escolher e ser realmente responsável perante à nós e à nossa vida!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

viva o circo!

Sabe aquele momento em que  você se depara com uma situação e sente nojo?  Seu estômago embrulha e sua cabeça dói e o confronto com a sordidez e a hipocrisia causam vertigens?
É assim que estou!
Lúcida...  chocada... triste!
Mais uma vez a vida me dá um aprendizado sem que eu peça.  Tudo se mostra em uma realidade extrema e  cruel!
Não quero crer que pessoas sejam tão mesquinhas e finjam que falta de índole, que falta de vergonha seja natural e aceitem atitudes fúteis.
Pessoas passam a serem supérfluas e a superficialidade impera.
A amizade e o respeito são coisas do século passado. São colocadas de lado em troca de egos e favorecimentos.
Escancaram-se inverdades e a mediocridade assola e revolve o lixo da humanidade.
Prefiro andar só que me misturar aos personagens bastardos e inglorios que pregam ética quando desconhecem seu significado.
Não sou atriz de teatro de fantoches infelizmente sou real. Não vivo de roteiros.
Não sobrevivo de aplausos!
Vou seguir no meu caminho. . Solitária e errante. ..mas seguindo com valores e procurando realmente evoluir para me tornar alguém melhor.
Quanto à essa gente pérfida faça como eu.... batam palmas o circo chegou!

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

e agora?

Temos fases e momentos. .. Somos humanos e por mais que tentemos temos todos sensibilidade. Não somos feitos de gelo ou aço. Somos humanos e temos o direito de sentir.  Algumas vezes somos vistos como nada. . Eu tenhome sentido algumas vezes como aquele vaso de cristal  ... um lindo modelo do tipo solitário daquele que só cabe uma flor. .. de cristal. .. enfeitando o aparador da sala... perfeito e que se decanta em sete cores qdo bate a luz.
Seria perfeito se não fosse somente objeto de decoração. ..
Quem quer ser cristal no aparador tudo bem. .
Mas eu quero ser copo de vidro cheio de flores. .. quero ser jardim  ... quero mais! Preciso do encanto pra ser intensidade!  Preciso da intensidade pra ser vida! Preciso da vida pra ser feliz!
Não quero a sofisticação de posição. ... quero somente me encantar e encantar!
Quero de volta o tesão e alegria!
Quero ... preciso. ..
Já fui encanto... já estive encantada... hoje nada mais. ..
Nem brilho. ... só um vaso bonito e inútil encima do aparador. ..
Vazio incontido. .. conteúdo esvaido. ..
Simples assim. ... silêncio. ..

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

sangrando. ..

Sangrando é como me sinto algumas vezes. Dilacerante dor me excrucia e me entope de vazios vãos.
Nenhuma certeza senão a delirante solitude.
Sempre forte,  resistente...
Perseverante..
Resiliente..
Quase insana nessa lucidez!
Absurda e silenciosa,
Observa apenas
a vida escoando
Inerte e ociosa!
Quantas navalhas. .
Quantas carnes cortadas
Quanto sangue jorrado!
No fim só o silencioso vazio. ..
Um que de nada por nada
Querendo dizer tudo!

terça-feira, 26 de agosto de 2014

solitude. ..

Quase sempre acreditamos que somos suficientemente fortes para sobreviver e vencer as dificuldades.  Chegamos ao ponto de até mesmo nos enganar fingindo que tudo está bem quando na verdade apenas temos medo de encarar a realidade que se depara à nossa frente.  Ficar ou ir embora?  Eis a questão. .. assumir nossa fraqueza ou se imbuir de um último lampejo de força e buscar a sobrevida por mais um tempo?
Porque é tão difícil por o pé na estrada e recomeçar novamente quando já fizemos isso tantas vezes antes?
Cansaço?  Inércia?  Impotência? Ou o medo de enfrentar a realidade de que foi um sonho que nem chegou a ser sonhado?
Sempre disse que fico onde me sinto querida, e que vou embora quando não me querem mais! Engraçado que sempre acreditei nisso e me vejo indo aos poucos. ..
Caminhando a passos lentos e sem vontade.  Ah que vontade de ficar mas tendo de ir embora!
Como é difícil lutar contra nós mesmos! Se dividir entre a emoção que desesperados queremos e precisamos sentir e a racionalidade que faz parte de nós.
Não nasci pra ser superficial!  Não consigo mais ser emocional... sou intensidade e essame consome na mornidão queme encontro e que me causa uma letargia absurda.
Tenho um vulcão de emoções pronto a explodir!  Sentimentos prontos para emergir. .. e ninguém com quem compartilhar. .....

terça-feira, 24 de junho de 2014

O tempo... ciclos que se fecham! !

Durante nossa vida acumulamos experiência e aprendizados. Muitas das situações que vivemos nos levam a conhecer extremos de nós mesmos em termos de racionalidade e emoções. Sendo somos obrigados a tomar posição diante dos fatos que se apresentam e na maioria das vezes sequer temos consciência das escolhas que fazemos.
Mas uma coisa é certamente uma verdade irrefutável: o tempo passa! E com ele tudo se transforma. Nada permanece como era.
Isso nos leva à um estado de letargia algumas vezes como se não nos importasse a passagem do tempo ou muitos entram em estado de urgência como que despertos a viver o máximo de cada momento!
Existe nisso tudo um instante tênue de transição onde sequer nos damos conta de refletir!  Sim passamos a agir dentro das emoções e a avaliação do nosso aprendizado se torna um dececionante e constante conjunto de frustrações. Tentamos de todas as formas recuperar momentos confortáveis porém, sabemos que o ontem é tempo passado e sem volta. É preciso então ter hombridade para dignamente olhar e perceber que a vida só se conjuga no tempo presente. Que o ontem foi o hoje que passou! Que o amanhã nunca chega! E principalmente o hoje é o tempo que existe! É onde sofremos as consequências de nossas escolhas, é o tempo que temos de escolher e é o único tempo que temos para viver!
Portanto somos obrigados a lidar com isso com extrema clareza,  analisando nossa existência e com muito esforço buscar um caminho melhor, tentando evoluir e na serenidade ter paz!
É difícil fechar ciclos! É complicado largar de conceitos e momentos, mas é apenas questão de optar por aquilo que necessitamos e não do que queremos. Diferenciar essas pequenas coisas talvez seja terrível mas, talvez seja um bom começo ou o reinício de um novo tempo ou de um novo ciclo!

domingo, 1 de junho de 2014

na despedida o renascer. ..



Hoje o dia amanheceu mais claro, o céu estava mais azul e as nuvens brilhantes. Em muito tempo eu não sentia essa paz com a liberdade de sentir ...
A atitude de desapego à um passado que se fazia presente foi talvez amais difícil decisão e a mais certa! Com isso consegui me perdoar aos atos insanos que cometi. 
Hoje tenho a paz e a certeza de que a vida me sorri e liberta de temores estou sorrindo e me abrindo para a vida! 
Feliz! Feliz! Feliz sempre e agora mais que nunca! 

domingo, 25 de maio de 2014

Espartana!

Nasci uma criança normal como qualquer outra. Por uma fatalidade sabe se lá porque fui obrigada a viver um único dia sem a certeza de acordar no dia seguinte. Parece triste?  Seria não fosse a forma como fui ensinada a enfrentar.  Aprendi a viver um único dia de forma intensa extraindo desse único dia tudo,  extremamente tudo que esse dia podia oferecer. Assim minha vida mesmo depois da cura tornou-se intensa e posso dizer sem medo de errar que minha vida é composta de urgências! Não fui ensinada a ser sentimental ou demonstrar fraquezas. Apenas a conviver com a dor e sem medo. Minha sensibilidade era minha e era guardada a sete chaves. E talvez por isso vivi mais que podia.
Fiz algumas escolhas erradas e paguei caro por elas. Perdi a noção de quem eu era e ao olhar ao meu redor me deparei com pessoas normais que sentiam, sofriam e se vitimizavam. Achei fabuloso e fascinante ser normal! Ouvi que esse era o comportamento esperado de uma mulher. Frágil e emocional,  tal qual as mulheres de Atenas! Eu então feliz decidi ser uma mulher de Atenas. Estar dentro do grupo chamado normal.
Porém eu não sabia me vitimizar,  não sabia lidar com emoções e eu sofri muito! Juro que me esforcei e expus verdadeiramente minha vida,  meu íntimo e ingenuidade minha:acreditei que as pessoas que de mim se aproximaram queriam me ver bem.
Foi aí que mais me assustei! Eram como vampiros que se compraziam da dor e se alimentavam do sofrimento alheio.
Me isolei! Me tranquei em mim mesma e fui obrigada a me enfrentar com a mesma urgência e intensidade com que vivi a vida toda.
Foi o processo mais doloroso que já passei.  Ser obrigada a refazer os passos e descobrir onde exatamente me perdi.Ter de encarar e aceitar os erros e aprender com eles.
Mas eu tive essa coragem e consegui  me trazer de volta! A redescoberta demim mesma foi extasiante!  Ser racional não é vergonha e assumir quem e o que eu sou foi maravilhoso!
É,  sou forte e sei lidar com situações difíceis e extremas! Respondo bem sob pressão e não,  não nasci pra ser vítima. Nasci pra lutar e viver,  pra ser feliz!
Hoje me orgulho de mim e definitivamente não sou um modelo de mulher comum, não nasci pra ser uma mulher de Atenas.
Nasci guerreira, nasci pra lutar! Nasci pra ser uma mulher de verdade, verdadeiramente uma mulher espartana!

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Escolhas. ..

Te ofereço o mundo que possuo para que descubras a razão do meu viver!
Bom,  ao desvendarmos nossas fantasias e desejos é natural que queiramos vivenciar e torna-las realidade. Nesse desejo desenfreado acabamos agindo sem pensar e em algumas vezes semeamos mágoas e frustrações para nós e para quem nos rodeia.
Devemos ter bom senso e principalmente educação para adentrar a qualquer ambiente, mundo ou tribo.Devemos levar em consideração que não fazemos ao outro o que não queremos que façam conosco!
Eu explico e exemplifico:
Eu entro na sua casa sem o seu convite, abro sua geladeira e bebo e como sua comida e bebida. Vou ao seu banheiro uso seus pertences e chuveiro,  toalhas e ao terminar deixo tudo jogado. Depois deitoum pouco  em sua cama e após um cochilo me sento em frente mudo toda a programação da sua TV. Como vc se vsentiria?
No mínimo você iria ter uma síncope! Mas agora imagine como seria diferente se eu batesse na sua porta e esperasse voce me convidar a entrar, a beber e comer, a tomar um banho e até relaxar um pouco na sua cama para depois assistirmos juntos um bom filme. Percebe a diferença?
Tudo é apenas uma questão de escolha e atitude! Se buscamos ser aceitos e bem quistos devemos agir com coerência!
Somos infinitamente responsáveis pelos nossos atos e certamente sofreremos as consequências dosmesmos. Assim aprendamos que algumas regras podem não estar escritas em lugar algum mas,  convencionam uma forma de manter a harmonia e a boa convivência!  Seguir essas regras são opção de uma escolha que podemos ou não fazer! Porém não reclamemos quando ao romper com essa convenção que não somos bem vistos. Tudo é apenas uma forma de escolha!  Simples assim!

domingo, 11 de maio de 2014

Pegada. ..

Sempre tive muito respeito e realmente busquei a coerência de pensamentos e atitudes. Como nossas gerações passadas por vezes sinto saudades de bons momentos vividos e me ponho a recordar. Lembro da minha juventude  em que pais, avós, tios e até mesmo vizinhos e amigos da família tentavam me orientar sobre a maneira que eu deveria viver. Lembro-me também da constante desconfiança e desconforto com que ouvia essas orientações e como todo jovem que acreditava que podia ir mais além, eu me rebelava e seguia pelo caminho que eu desejava seguir.
Quanta coisa eu vivi e passei! Quantos momentos bons e quantos momentos de dúvidas e aflições. Momentos esses que talvez até pudessem ter ocorrido de formamenos penosa para mim,  se eu tivesse a consciência naquela época que  ninguém queria me proibir de viver mas,  apenas tentavam com os conselhos me proteger e me preservar das consequências que me cercariam por eu não ter experiência e maturidade suficiente!
Engraçado que hoje em dia sinto que tenho a responsabilidade de ser como a geração passada e compartilhando o que passei,  tentar de alguma forma o mais inexperiente para evitar momentos que possam ser frustrantes ou mesmo traumáticos. Não quero de maneira alguma impor ou determinar caminhos mas,  apenas mostrar que existem outras opções que devem ser refletidas antes de fazermos nossas escolhas!
Claro que é uma tentativa inegavelmente cansativa e até frustrante quando não nos dão ouvidos e dando os ombros nos chamam de velhos e nos acham ultrapassados.
É nessa hora que lembro que fui jovem e rebelde e que isso é quasr normal dentro das atitudes da geração.
Como saber que a estrada pode ser perigosa á noite, que não possui iluminação e sinalização e simplesmente calar? Por que não avisar e evitar um possível acidente? Acaso não é isso o certo? Porém depois de ficar na estrada,  fazer alertas sem fim e ver que são descartados com desdém deixar um placa de cuidado e rezar para que o pior não aconteça é tudo que podemos esperar.
Esperar ser compreendido é uma utópica esperança pois somente depois de anos posso entender a atitude da geração anterior. E depois de tanto tentarem simplesmente foram viver as proprias vidas deixando que cada um fizesse e agisse de acordo com sua consciência, maa deixando a luz da varanda acesa para sinalizar que estariam ali para quem entrasse e quisesse conversar.
Egoísmo dizem alguns! Mas não se engane! É apenas cansaço e a constatação de que só podemos fazer alertas para quem deseja ouvir. No mais apenas deixamos uma pegada na areia marcando o caminho mostrando que  um dia passamos por ali... pena que o vento apague e no tempo seguinte nada mais haja, nem uma pegada,  nem um sinal que alguém passou por ali!

sábado, 10 de maio de 2014

Faça valer a pena!

Abrir a própria mente e buscar de forma clara e honesta as respostas para as dúvidas e questionamentos que nos assolam em momentos obscuros.
Quem nunca se perguntou se fez a escolha certa e se avaliou corretamente todas as opções que tinha?
Quem nunca se jogou na cama sentindo um imenso cansaço e teve uma crise de choro por se sentir impotente para agir?
Quem nunca quis que o tempo voltasse para mudar o que fez?
Ah!  Quase beiro a loucura quando começo a pensar e divagar. Me sinto angustiada e triste imaginando que se eu pudesse faria outras escolhas
Mas o tempo que por vezes é  carrasco também me ensina que é preciso ter serenidade e equilíbrio para racionalmente avaliar minhas opções e fazer a escolha certa.
E qual é a escolha certa?  É aquela que me faz feliz! Sim! Feliz!
Porque sem riscos a vida não existe e praticamente não vale a pena. É preciso algumas vezes abrir a porta e correr pra rua. Sentir o vento e dançar na chuva.
Mas acima de tudo é preciso ter coragem para escolher ser feliz! Escolher viver a vida descobrindo e enfrentando a nós mesmos.
Cada passo que dou é consciente e coerente com as descobertas que fiz sobre eu mesma. Hoje sei o quanto posso ser forte mesmo me sentindo frágil! Sabe por quê? Porque eu me permito ser eu mesma. Não me furto ou me envergonho de ser eu. Assumir a mim  diante de eu mesma foi minha maior vitória!
Abri a janela da minha alma e deixei a vida entrar! E posso dizer que valeu a pena!

Minha casa. ..



 Ainda hoje,  depois de tanto tempo me vejo divagando em pensamentos recheados de medos, dúvidas e incertezas. 
Se posso me considerar uma mulher madura e equilibrada,  também admito que sou humana e assim passível de todos os mais diversos tipos de sentimentos! 
Existem momentos em que eu tenho medo! Incertezas e dúvidas me assolam e me assustam. 
Quero colo,  um abraço, um afago! 
Sei que muitos sentem assim e por isso abro a minha casa, meu cantinho pra quem quiser chegar! 
Fica à vontade que a casa é nossa!