Quando Shakespeare escreveu Hamlet talvez não imaginasse o quanto seria pontual a indagação de seu personagem. Essa indagação que atravessou o tempo e se torna cada vez mais atual e necessária.
Para muitos é vista como uma forma de brincar com a própria existência, o que curiosamente nos faz refletir se existe real coragem para responder o questionamento de forma honesta e coerente.
“_Ser ou não ser, eis a questão! “ pode parecer um jargão do passado mas, quem tem realmente as respostas? Será que conseguimos responder levando em consideração a nossa trajetória?
Para isso seria necessário parar , se auto analisar e se questionar sem medo. …
Quem sou eu , na verdade?
Quem eu gostaria de ser?
Quem eu mostro aos outros?
Quem os outros vêem?
Se pararmos para realizarmos uma reflexão sobre os questionamentos talvez tenhamos algumas surpresas.
O mundo atual é globalizado, tecnológico e dita um comportamento de reatividade. Raramente as pessoas buscam algo além de respostas prontas e conceitos estabelecidos pelos grupos. A idéia de livre pensar para criar opiniões e visões se perde quando nos deixamos influenciar pelos pensamentos do outro de forma inconsciente e é mais comum do que possamos imaginar.
Por que isso acontece? É medo de pensar, de não ser aceito por pensar de forma diferente do outro, de demonstrar a dificuldade de argumentação? E por que é tão importante ter de ser aceito pelo outro mesmo que seja uma auto violência contra si mesmo?
A resposta está correlacionada com o real auto conhecimento e a coragem de assumirmos nossas vidas com autenticidade. Deixar de seguir o ritmo de massificação de idéias e perceber que toda unanimidade é burra e que não existem verdades absolutas. A relatividade de idéias flue com o livre arbítrio de ser…. livre em pensar. Adquirir uma posição de maturidade sem bancar o “aborrecente rebelde” que quer questionar só por questionar. Desenvolver o uso do cérebro e parar de dizer que “pensa com o coração”....Oras, tudo que pensamos, sentimos, dizemos e emocionamos vem do cérebro, o coração tem outra função. Se não conseguimos perceber a própria funcionalidade dos órgãos de nosso corpo, como ter segurança para se auto definir?
Aí voltamos ao questionamento de ser ou não ser e o mais importante porque ser ou não.
Busque estar só, coloque-se frente a frente com um espelho e se encare…
Quem você vê? Anote tudo… relembre sua infância, adolescência, sua vida até hoje. Reveja todos os traumas, maus momentos. .. Não busque culpados mas entenda o que passou e se você superou realmente cada situação que lhe foi desconfortável. Qual a atitude de positividade que você tem diante de si mesmo? Suas relações são ou foram satisfatórias? Você precisa do outro por que? Você tem consciência da sua sexualidade? Quais são os seus medos? O que realmente deseja?Quais são suas qualidades? Quais são seus pontos negativos e onde e como você pode tornar-los positivos?
Questione -se….as respostas estão em você! Seja quem você é, sem medos. ..Muitas vezes ser autêntico é difícil, mas não violenta nosso íntimo. Estar sempre com os pés na realidade e foco em si mesmo, ser quem somos de verdade pode não agradar a todos mas nós somos. …
De verdade, não existe nada pior que não conseguir sustentar um personagem criado para agradar aos outros que quando perceberem se afastarão de forma impiedosa.
É tão mais fácil ser do que possamos realmente imaginar.
Portanto, seja quem você é. … quem gostar ou não de você será pela verdade do que você é. …
Ser ou não ser, a escolha é sua. ..
Carpe diem!

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