sábado, 9 de julho de 2016

Divagação interior. ..

Em minha criação tive incutidos valores e princípios morais que corroboraram na formação da personalidade do indivíduo que hoje eu sou. Acredito que afora fatalidades, nossa vida é feita por escolhas. Entendo fatalidade como tudo aquilo que não cabe influência ou escolha na situação ex. de fatalidades: perda de entes próximos ou queridos e doenças com predisposição genética que levam a estado terminal.

Assim sendo concluo que somos apenas reféns das consequências de nossas escolhas tendo por conceituação que toda escolha gera uma reação imediata e uma consequência posterior podendo haver controvérsias nos resultados efetivos (Ex. A reação ser boa e a consequência ruim e vice-versa).

Apesar de o indivíduo ter um leque de opções para escolher e efetivar suas ações constantemente percebemos a falta de racionalidade sobre a verdadeira análise baseada em fatos e também uma certa imaturidade ao se deixar levar somente por emoções (sejam elas relevantes ou não). A verdade é que muitas escolhas acabam sendo realizadas de forma inconsequente e impensada causando muitas vezes apenas frustração ou decepção mas, mudando drasticamente a trajetória do indivíduo frente ao que ele desejava para si mesmo.

A necessidade de aceitação de escolhas também é alvo de uma atenção maior. Requerer a aprovação do outro sobre escolhas que são nossas incorre em engano constante de possível processo de isenção de responsabilidade onde atribuímos aos que nos cercam a culpabilidade de algo que não lhes cabia decidir.

É preciso um exercício constante e fatigante de autoconhecimento e reconhecimento de ambientes, grupos e pessoas que transitam em nosso “universo” de convivência através de muita observação e análise do postural e comportamental frente as diversidades e multifacetadas situações que o ato de viver impõe.

O que mais ouvimos quando há dentre nós alguém que sofre é: escolhi com o coração! ou agi com o coração! Se não estou errada o coração é um órgão muito importante em nosso organismo haja visto que, é ele quem bombeia o sangue para o perfeito funcionamento de nosso corpo nos mantendo vivos. Porém, acredito que o órgão responsável pelo pensar, sentir seja o cérebro! Pois bem, então por que usamos tais expressões? Pelo simples fato que necessitamos explicar que nos furtamos a pensar racionalmente e preferimos nos deixar levar pelas emoções e sensações que atribuímos ao coração sendo que sempre é nosso cérebro o órgão que comanda e tudo.

Avaliar nossas opções, analisar e decidir qual a melhor escolha a fazer não é tarefa fácil… Mas se for cumprida com bases sólidas e motivação efetiva de acerto levando em conta tudo, com certeza teremos escolhas melhores e mais prudentes.

Sou um indivíduo que é um ser pensante, aprendi que observar, analisar e concluir me baseando em fatos e deixando de lado conjecturas me trazem uma experiência melhor de vida. Não crio mais expectativas acerca de outrem e tampouco me obrigo à ser politicamente correta. Minha vontade de ajudar ao próximo me serve de aprendizado quando percebo que minha prioridade devo ser eu, e que somente estando bem posso me lançar a oferecer ajuda. Também conclui que ajudar ao outro não significa abrir mão de mim, dos meus momentos e opções de escolha a fim de facilitar ou facultar ao outro a agradabilidade e bem-estar buscado no apoio solicitado.

Hoje me sinto mais forte e mais plena, mais segura e menos impotente diante de mim mesma… Minhas emoções passaram a ser pautadas na realidade do que eu vivo e não nos sonhos e delírios fantasiosos que camuflam a visão dos fatos relevantes e importantes da minha existência. A observância comportamental e postural dos meus semelhantes é feita sem cerimônias apenas me cabendo a responsabilidade para não julgar, respeitando e acolhendo o direito de escolha e livre arbítrio de cada um. Apenas deixo perto de mim quem realmente me importa, me afasto quando percebo que não há afinidades reais ou que há apenas um jogo de interesses.

Não gosto de joguinhos fúteis e nem perco meu tempo passando ou repassando a ideia do outro que não tem coragem para expressá-la seja por medo ou insegurança.

A vida passou a ser mais simples, mais divertida, menos sofrida… O olhar mais realista e menos emocional não me tiram a sensibilidade pelo contrário! Mais sensível posso ser no momento em que assumo minhas qualidades e defeitos, meus sonhos e desejos, meus medos e pesadelos… Ser quem eu sou me traduz em real verdade. Quanto mais me conheço, mais aprecio minha companhia e na minha solitude me completo e me basto.

Não me preocupo além do necessário e vivo com maior prudência porém de forma mais intensa tornando único cada momento.

A vivência e experiência que adquiri ao longo da minha trajetória me conclui e a importância do processo de amadurecimento se torna cada dia mais promissora.

A liberdade de ser quem eu sou e pensar como eu penso me soa como um prêmio diante da retrospectiva de minhas escolhas. Pois certas ou erradas, fui EU quem escolheu…

Eu escolhi viver em estado de paz e harmonizando meus pensamentos refletidos nas minhas atitudes.

Não serei jamais o que querem que eu seja, jamais serei o que desejam que eu seja mas, com certeza serei o que eu sou! Aprendendo e evoluindo, caminhando a passos curtos e sem pressa… Mas sempre eu! Buscando a melhoria da relação racional/emocional e me permitindo ser … e viver sem me incomodar com o julgamento alheio.

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