domingo, 11 de maio de 2014

Pegada. ..

Sempre tive muito respeito e realmente busquei a coerência de pensamentos e atitudes. Como nossas gerações passadas por vezes sinto saudades de bons momentos vividos e me ponho a recordar. Lembro da minha juventude  em que pais, avós, tios e até mesmo vizinhos e amigos da família tentavam me orientar sobre a maneira que eu deveria viver. Lembro-me também da constante desconfiança e desconforto com que ouvia essas orientações e como todo jovem que acreditava que podia ir mais além, eu me rebelava e seguia pelo caminho que eu desejava seguir.
Quanta coisa eu vivi e passei! Quantos momentos bons e quantos momentos de dúvidas e aflições. Momentos esses que talvez até pudessem ter ocorrido de formamenos penosa para mim,  se eu tivesse a consciência naquela época que  ninguém queria me proibir de viver mas,  apenas tentavam com os conselhos me proteger e me preservar das consequências que me cercariam por eu não ter experiência e maturidade suficiente!
Engraçado que hoje em dia sinto que tenho a responsabilidade de ser como a geração passada e compartilhando o que passei,  tentar de alguma forma o mais inexperiente para evitar momentos que possam ser frustrantes ou mesmo traumáticos. Não quero de maneira alguma impor ou determinar caminhos mas,  apenas mostrar que existem outras opções que devem ser refletidas antes de fazermos nossas escolhas!
Claro que é uma tentativa inegavelmente cansativa e até frustrante quando não nos dão ouvidos e dando os ombros nos chamam de velhos e nos acham ultrapassados.
É nessa hora que lembro que fui jovem e rebelde e que isso é quasr normal dentro das atitudes da geração.
Como saber que a estrada pode ser perigosa á noite, que não possui iluminação e sinalização e simplesmente calar? Por que não avisar e evitar um possível acidente? Acaso não é isso o certo? Porém depois de ficar na estrada,  fazer alertas sem fim e ver que são descartados com desdém deixar um placa de cuidado e rezar para que o pior não aconteça é tudo que podemos esperar.
Esperar ser compreendido é uma utópica esperança pois somente depois de anos posso entender a atitude da geração anterior. E depois de tanto tentarem simplesmente foram viver as proprias vidas deixando que cada um fizesse e agisse de acordo com sua consciência, maa deixando a luz da varanda acesa para sinalizar que estariam ali para quem entrasse e quisesse conversar.
Egoísmo dizem alguns! Mas não se engane! É apenas cansaço e a constatação de que só podemos fazer alertas para quem deseja ouvir. No mais apenas deixamos uma pegada na areia marcando o caminho mostrando que  um dia passamos por ali... pena que o vento apague e no tempo seguinte nada mais haja, nem uma pegada,  nem um sinal que alguém passou por ali!

Nenhum comentário:

Postar um comentário